Associação de caminhoneiros critica PEC das bondades: “Esmola”

A Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) criticou nesta quarta-feira (13) a Proposta de Emenda à Constituição nº 1/2022, conhecida como PEC das bondades. A nota assinada pelo presidente da associação, Wallace Landim, o Chorão, diz que a medida “é uma tentativa clara de comprar o direito mais digno de um cidadão, que é o seu voto”.
No comunicado, Chorão chama a proposta de “PEC da esmola” e diz que R$ 1.000 “não resolve o problema dos caminhoneiros”.
Eis a íntegra da nota.
“É importante ressaltar que esse dinheiro não vai conseguir comprar os caminhoneiros, os únicos que ainda acreditam nesse governo mentiroso é uma pequena parcela de motoristas que sofrem da síndrome de Estocolmo”, declara.
Na nota, a Abrava diz que “caminhoneiro não é burro”. A categoria menciona a inflação e critica o governo federal: “Não fizeram nada em 3 anos e meio de governo”.
“Tivemos conhecimento que o Brasil tem estoque de diesel para 40 dias. Com a redução da alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos Estados baixou o preço da gasolina, mas do diesel, não. A gasolina está baixando porque não está vendendo, a classe média não tem dinheiro para encher o tanque, com o diesel não tem jeito. Se não abastecer, o produto não chega nas casas das pessoas”, afirma.
A categoria ainda fala na possibilidade de greve e diz que os caminhoneiros “já não aguentam mais”.