Os ‘palanques’ que, mesmo sem Lula, são um drama para Bolsonaro

As eleições invadiram os palcos de shows. Primeiramente, o Lollapalooza, ainda em março, deu a tônica do que devem ser as apresentações musicais e festivais até as eleições. Na ocasião, uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impediu manifestações políticas, após críticas direcionadas ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Nos últimos meses, vários shows têm servido de palco para protestos por parte do público. O de Gilberto Gil, em Copenhague, na Dinamarca, ainda em junho também terminou com gritos de “Fora, Bolsonaro”. O mesmo foi ouvido após os shows de Milton Nascimento em diversas cidades da Europa, entre elas Lisboa e Barcelona (veja vídeo abaixo). Até a britânica Adele entrou na onda na sexta-feira, 1, durante show em Londres. A cantora gritou “Fora, Bolsonaro”, após um fã também gritar. Nando Reis, em São Paulo, adaptou trecho da música N para cantar: “Espero que o tempo passe/ que essa merda de governo acabe”.
No Rock in Rio Lisboa, que terminou no último dia 26, gritos de “Fora, Bolsonaro” foram entoados nos intervalos de várias apresentações. Durante o show do cantor Johnny Hooker, a multidão berrou sem dó, interrompendo-o em seu discurso no palco. Em setembro, véspera das eleições, quando o clima por aqui estará quentíssimo, o mesmo festival fará a versão carioca ao longo de duas longas semanas. Ah, só para constar: Chico Buarque estreia turnê também em setembro, a começar por João Pessoa (PB). Alguém duvida do que será ouvido por lá?