APROVADO: História do cangaceiro jabitacaense ADOLFO MEIA-NOITE será contada através da Lei Paulo Gustavo no município de Iguaracy


APROVADO: História do cangaceiro jabitacaense ADOLFO MEIA-NOITE será contada através da Lei Paulo Gustavo no município de Iguaracy

Imagem  criada através de IA de como teria sido o cangaceiro
Um pouco da história: A trama começa através do amor entre um homem e uma mulher, primos e descendentes de um nobre inglês de sangue azul, RICHARD BREITT, que habitou o povoado de Varas (Jabitacá) no Século XIX e que por incrível que pareça tem parentesco com o Rei Ricardo I (Ricardo Coração de Leão), da Inglaterra.

Naquele tempo, Adolfo Rosa de Freitas era tido como o galã da vila de Varas, disputado pelas garotas da localidade. Porém, o jovem acabou se apaixonou mesmo por uma formosa moça, que era filha de um de seus tios, um importante fazendeiro local. Porém, o tio de Adolfo não achando o sobrinho a altura de casar com sua filha, desaprovou veementemente o relacionamento.

Havia, na época, um comissário de polícia que atuava como subdelegado no distrito de varas de nome João Ignácio dos Santos Quaresma, por codinome Padre Quaresma. Uma inimizade gratuita dispensada pelo subdelegado invejoso, ocorreu por ciúme da moça ao qual Adolfo havia se apaixonado. Só que a jovem só tinha olhos para o jovem Adolfo Rosa.

Não tendo como conquistar aquela cabocla, o subdelegado com o aval do pai da moça, que era uma autoridade local importante, usa de seu poder de polícia para tirar de cena o seu principal concorrente, então manda prender Adolfo.

Adolfo foi preso acusado como ladrão de cavalo, o Padre Quaresma entendia que a prisão e a desmoralização do seu concorrente deixariam então o ‘caminho’ livre para se achegar ao coração da moça. Após prender o rapaz inocente, o envia para a sede do povoado, o distrito de Ingazeira.

Na Ingazeira, como na época não havia muitos seguranças nas cadeias locais, Adolfo Rosa ficou preso pelo pé por uma corrente em um tronco. Quinze dias se passaram sem que seus familiares soubessem do seu paradeiro, pois o mesmo se achava incomunicável. Porém, através de um conhecido, foram informados que Adolfo tinha sido fichado como ladrão de cavalo e que, se não o libertassem, ele iria morrer.

O jovem não sabia o porquê de estar preso, não sabia que crime havia cometido. Porém, certo dia, um tenente, vai até o local onde Adolfo estava preso e pergunta se o mesmo sabia quem era o “Padre Quaresma”, coisa que Adolfo responde positivamente. Então o militar diz que trouxera um presente do comissário para ele, dando-se assim a conversa:

- Você conhece Padre Quaresma?
- Sim, disse o preso.
- Pois ele mandou um presente.
Ele respondeu:
- Nada tenho a receber de um homem que me botou aqui sem eu merecer e sem saber o motivo (...).

O tenente tinha em mãos uma vara de espichar couro, bastante resistente e flexível, com a mesma desfere vinte cruéis lapadas no lombo do prisioneiro. Adolfo, a partir daquele momento, através do tenente fica sabendo o motivo de sua prisão e quem havia tramado tudo aquilo.

A cada cipoada, a raiva aumentava e o desejo de vingança tomava conta de sua mente. Sua carne dilacera, no entanto, a dor maior estava em seu íntimo, e só passaria quando lavasse sua honra com sangue.

Seu irmão Nobelino e o cunhado Lionel ardilosamente conseguem resgatá-lo dando início a uma saga fascinante e emocionante, repleta de aventuras e que acaba se desenrolando em eventos trágicos, recheados de bravura, de vingança, barbaridades, assaltos, traições, além de uma extensa rede de interesses.

Será uma volta no tempo onde também nos deparamos com o terrível CHICO MIGUEL poderoso coronel da Ingazeira que buscava a base de violência frear o crescimento das comunidades vizinhas, especialmente de Afogados da Ingazeira, concorrente direta como sede do distrito.

PORQUE ESTE PROJETO É IMPORTANTE PARA A SOCIEDADE:

O universo do cangaço, sempre presente nas quadrilhas das festas juninas, ajuda a despertar o fascínio de uma terrível época que até hoje permanece viva principalmente na mente do nosso povo nordestino. Porém, muitos não sabem que muito antes da era lampiônica, já existia o fenômeno cangaço, especialmente em nossa região do Pajeú que é rica neste tipo de acontecimento, porém com pouco aproveitamento e um enorme desprezo pela sua própria história.

Desta forma, traremos à tona o valor histórico e cultural do fato que ocorreu em Iguaracy, despertando na consciência da sociedade iguaraciense que nosso presente, nossos costumes e tradições, tem estreitas ligações com o nosso passado. Mostrar que este fenômeno tão rico e intrigante que foi o cangaço também faz parte de nossas raízes. Isto certamente despertará um maior interesse da sociedade iguaraciense em se aprofundar cada vez mais na história do município.

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