Novos integrantes chegam para ajudar a compor a história do Cangaceiro ADOLFO MEIA NOITE - A Fera de Varas!


Novos integrantes chegam para ajudar a compor a história do Cangaceiro ADOLFO MEIA NOITE - A Fera de Varas!

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Foi lançado uma proposta de nossa autoria, com fulcro no Edital Nogueira da Lei Paulo Gustavo, a produção de um Documentário / Curta-metragem contando a história do cangaceiro ADOLFO ROSA CRUZ MEIA-NOITE, natural de Jabitacá, município de Iguaracy.

Neste domingo, 19/11, tive a grata satisfação de poder contar com o apoio e participação de outros ilustres descendentes do Inglês da Volta e familiares de Adolfo Meia Noite, entre eles o advogado e ex-desembargador do Tribunal Eleitoral, Dr. Roberto de Freitas Morais e do ilustre casal, Cleonice de Freitas Pedrosa Alcântara e Bartolomeu Alves Alcântara.

Dr. Roberto Morais (foto acima) juntamente com o seu irmão, o atual desembargador do Tribunal de Justiça, Dr. Bartolomeu Bueno de Freitas Morais, são netos de Petronila Alves de Freitas, que era prima de Adolfo Meia-Noite, ambos portanto, sobrinhos-bisnetos de Adolfo.

Já a senhora Cleonice Alcântara (foto acima) e seu primo e esposo Bartolomeu Alves, residentes em Rondônia no Acre, são também sobrinhos-bisnetos de Adolfo Meia Noite e cresceram no Sítio Cabrito da Ingazeira ouvindo relatos das aventuras e travessuras do cangaceiro. A senhora Cleonice, mais conhecida entre parentes e amigos por Dicinha, e seu esposo Bartolomeu, mais conhecido por Berto, tem por bisavó a senhora Marfisa Alves de Freitas, que tinha o apelido de Sinhazinha, casada com Leonel Siqueira Paz e irmã de Adolfo.

Este domingo foi de muita conversa e discussões a respeito da trajetória de Adolfo Meia-Noite. Quem me fez a ponte com Cleonice e Bartolomeu Alves foi o Sr. Dr. Roberto Morais, onde também na ocasião nos passou o contato de outras pessoas que também serão de grande importância ao nosso documentário para que este fique o mais fiel possível com a realidade dos acontecimentos, porém, como estamos aguardando ainda o resultado final da aprovação do projeto, evitaremos criar maiores expectativas entre outras pessoas.

UM POUCO SOBRE O PROJETO:

Apesar do fascínio que o cangaço exerce, o documentário "A FERA DE VARAS - A Saga do Cangaceiro Adolfo Rosa Meia Noite”, não nasceu com o sentimento de fazer qualquer tipo de apologia ao banditismo e a violência, ou seja, não iremos procurar forjar elementos para "romantizar" e "endeusar" personagens dessa saga sertaneja tão penosa e cheia de dor.

Os acontecimentos históricos, como os do cangaço, não ocorreram de maneira continua e linear, como o desenrolar de uma película de filme qualquer, os episódios aconteceram encharcados de rupturas e tensões. Estaremos juntando todas as peças desta colcha de retalhos em um DOCUMENTÁRIO repleto de eventos que se entrelaçam numa rede complexa de acontecimentos, cujos desdobramentos, produziram histórias dentro da história.

A produção buscará trabalhar com uma linguagem fácil, leve e acessível, mostrando a outra face da vida dura do cangaço, que aqueles personagens eram pessoas, seres humanos que possuíam famílias e que por motivos certos ou errados, acabaram se enveredando no mundo do crime.

O projeto tem por objetivo o resgate e a preservação da história do cangaço dentro e às margens no município de Iguaracy, contando detalhes e pormenores da trajetória da FERA das quebradas do Sertão do Pajeú, e que por ter atuado ainda no século XIX, é um dos primeiros cangaceiros que se tem notícia em toda a história.

Outro objetivo é também consolidar de forma responsável a presença deste personagem Adolfo Rosa Meia Noite, dentro da historiografia do cangaço em nossa região do Pajeú que já prestigia outros nomes como Lampião e Antônio Silvino.

A produção deste documentário também tem como objetivo despertar a comunidade estudantil e acadêmica bem como também às instituições culturais da região para a importância do Cangaço na formação do nosso atual contexto histórico.

Desta forma, traremos à tona o valor histórico e cultural do fato que ocorreu em Iguaracy, despertando na consciência da sociedade iguaraciense que nosso presente, nossos costumes e tradições, tem estreitas ligações com o nosso passado. Mostrar que este fenômeno tão rico e intrigante que foi o cangaço também faz parte de nossas raízes. Isto certamente despertará um maior interesse da sociedade iguaraciense em se aprofundar cada vez mais na história do município.

Outra meta importante a ser considerada é o de estimular o desenvolvimento do turismo local. Entendemos que as cidades que possuem histórias do cangaço têm que olhar com mais zelo a possibilidade em desenvolver roteiros de turismo em cima do tema. Além de manter viva a história, a exploração do conteúdo movimentaria de forma positiva a economia local, assim como acontece em outras regiões do Nordeste onde existem roteiros criados a partir da saga cangaceira. 
Lembrando outrossim, que o distrito de Jabitacá ainda hoje se encontram preservados lindíssimos casarões, grandes e magníficas fazendas de coronéis e diversos prédios históricos, a exemplo da centenária e majestosa Igreja da Imaculada Conceição.

COMO SURGIU A IDEIA, LOCAIS DE GRAVAÇÕES E OUTROS PARTICIPANTES:


O projeto que é encabeçado por minha pessoa, surgiu ao participar como fotógrafo e cinegrafista de um grupo de expedição que realizava um levantamento de informações para o programa "BORA PERNAMBUCAR", (imagem abaixo), onde me deparei com essa história fascinante, fantástica e ao mesmo tempo desconhecida e fadada a desaparecer por completo ao longo dos anos.

Então nasceu o desejo de realizar um documentário com depoimentos e pesquisas a respeito da saga do cangaceiro. Num primeiro momento veio muitas indagações e provocações, entre elas o alto custo financeiro que uma produção como esta viria a ocasionar. Porém, com a chegada da Lei Paulo Gustavo em nosso município, hoje acredito que esta ideia em breve se tornará uma realidade, a depender da aprovação de comissão formada pela Secretaria de Cultura e Turismo de Iguaracy.

Outro local de grande destaque para as gravações será a propriedade onde viveu o Inglês da Volta, Richard Breitt e seu neto, Adolfo Meia Noite, no Sítio Volta, destacando a casa antiga que ainda existe no local e as furnas (imagem acima) e trincheiras que foram para o cangaceiro e seu bando o maior e mais importante refúgio em toda região, cenário por demais destacado de episódios marcantes na época.

Na realização do projeto, buscaremos apresentar recortes de memórias de parentes, personagens e populares da região que forem surgindo ao longo da produção, porém, sem dúvidas o maior destaque será a participação do Senhor ANTÔNIO ALVES DE FREITAS, tataraneto do Inglês da Volta, sobrinho-neto de Adolfo Meia Noite e herdeiro da propriedade onde viveu o cangaceiro. Seu Antônio irá relatar sobre o
que ouviu de seu pai e de seu avô, sobre os tempos de convivência com o cangaceiro, bem como também, as lendas e o folclore em torno do mesmo.

Um importante nome do universo da pesquisa e estudo do cangaço de nossa região abraçou a ideia e estará conosco compondo nesta caminhada. O escritor, pesquisador e historiador ALEXSANDRO ACIOLY SILVA, membro do CEPEDOC – Centro de Pesquisa e Documento do Pajeú, estará realizando uma análise crítica com interpretação dos acontecimentos, dando sustentação as narrativas, se contrapondo quando necessário e comprovando documentalmente os fatos que irão fazer parte do documentário.

Coincidentemente, Alexsandro também é descendente do Inglês da Volta. Apesar de ter morada em Afogados da Ingazeira, este Jabitacaense de coração também possui uma propriedade no Sítio Tapuio, vizinho ao Sítio Volta e está escrevendo um livro sobre a história de Adolfo Meia Noite. Com experiência de participação em produções audiovisuais para a FUNCULTUTA, FUNDARPE e Secretaria Estadual de Cultura (currículo anéxo), LECA, como é conhecido entre amigos, além de proporcionar um aprofundamento documental riquíssimo sobre a ação da “FERA DE VARAS”, também se ofereceu para auxiliar no processo de filmagens.

O documentário será ilustrado com muitas cenas de época e estaremos valorizando uma importante classe de homens valentes do Sertão Nordestino por muitas vezes esquecidos. Para isto, teremos a satisfação de poder contar com a colaboração e parceria do fazendeiro e também vaqueiro, TARCÍSIO TORRES, que se encarregou em arrumar o número de DEZ VAQUEIROS DA REGIÃO, que vestindo figurinos e utilizando armas da época, terão a oportunidade de participarem do projeto representando o bando de Adolfo Meia Noite.

Além das passagens por Jabitacá com seus belíssimos prédios históricos e pelas trincheiras e furnas do Sítio Volta, o bando de cangaceiros percorrerá as principais fazendas históricas e seculares da região, onde os telespectadores poderão ter uma noção, através das imagens captadas por câmeras e drone, do impacto e do terror ocasionado pelas suas presenças naquela época.

Se aprovado o projeto, também estaremos contando com a participação de familiares dos homenageados da Lei Paulo Gustavo em Iguaracy, os saudosos ZÉ NOGUEIRA (imagem acima) e seu filho NOGUEIRINHA, ambos eram integrantes do grupo de Bacamarteiros de Iguaracy. MARQUINHOS NOGUEIRA, filho de Zé Nogueira, se encarregou de junto aos familiares e membros da equipe de Bacamarteiros, ser o responsável pela aquisição de alguns BACARMATES (principal arma de grosso calibre da época), que serão utilizados nas gravações, enriquecendo ainda mais o documentário.

Na produção do documentário, contarei com meus 17 anos de experiência em audiovisual para fazê-lo da melhor forma possível, contando também com a ajuda de uma equipe de nossa empresa ELITE DIGITAL IMAGENS E PRODUÇÕES, desde a pré-produção, produção e pós-produção do documentário. No processo de gravações, contaremos com no mínimo três câmeras profissionais, drone, tripés, estabilizador de imagens, equipamentos de iluminação e captação de áudio profissional, entre outros.

RESUMO DA HISTÓRIA DE ADOLFO MEIA NOITE:


A história começa através do amor entre um homem e uma mulher, primos e descendentes de um nobre inglês de sangue azul, RICHARD BREITT, que habitou Jabitacá no Século XIX e que por incrível que pareça tem parentesco com o Rei Ricardo I (Ricardo Coração de Leão), da Inglaterra.

Contaremos a inimizade gratuita dispensada por um subdelegado de polícia invejoso, de nome João Quaresma, codinome Padre Quaresma, que, por ciúme e num ato de injustiça através de uma falsa acusação, deixou Adolpho Alves de Freitas, o verdadeiro nome do dono do apelido Adolfo Meia Noite, por vários dias amarrado a um tronco na localidade de Ingazeira, debaixo de açoites e passando por todo tipo de humilhação e tortura.

Seus irmãos Manoel e Nobelino ardilosamente conseguem resgatá-lo dando início a uma saga fascinante e emocionante, repleta de aventuras e que acaba se desenrolando em eventos trágicos, recheados de bravura, de vingança, barbaridades, assaltos, traições, além de uma extensa rede de interesses.

Agora é só aguardar e torcer pela aprovação para darmos início ao documentário "A FERA DE VARAS - A saga do cangaceiro Adolfo Meia-noite".

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