
Estratégia que inclui a blindagem do prefeito pela imprensa local não tem surtido efeito nas redes, onde críticas e questionamentos persistem no perfil do prefeito e da deputada federal
Desde o dia 27 de dezembro de 2025, um dia após a publicação da matéria deste Blog que trouxe à público o escândalo do candidato fura-fila no concurso da Procuradoria do Recife, o presidente nacional do PSB e prefeito do Recife João Campos e a sua noiva, a deputada federal Tabata Amaral, já publicaram 51 postagens no feed do principal perfil de redes sociais de ambos, o Instagram, nenhuma citando o episódio.
O caso envolve indícios de tráfico de influência já que o pai do candidato tornou-se juiz titular da Vara Regional de Crimes Contra o Patrimônio Público da Capital, no âmbito do Tribunal de Justiça estadual, em 13 de outubro e em seis de novembro anulou uma operação de busca e apreensão do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em torno de possíveis irregularidades na contratação de uma rede de empreiteiras pela gestão Campos.
Quarenta dias depois da anulação, Campos – contrariando a equipe técnica da Procuradoria – nomeou o candidato fura-fila em edição extra do Diário Oficial na antevéspera do Natal.Casal que é destaque na política nacional tem fugido do assunto que envolve possível crime de responsabilidade do prefeito Foto: Rodolfo Loepert/Instagram
Desde o dia 27 de dezembro de 2025, um dia após a publicação da matéria deste Blog que trouxe à público o escândalo do candidato fura-fila no concurso da Procuradoria do Recife, o presidente nacional do PSB e prefeito do Recife João Campos e a sua noiva, a deputada federal Tabata Amaral, já publicaram 51 postagens no feed do principal perfil de redes sociais de ambos, o Instagram, nenhuma citando o episódio.
O caso envolve indícios de tráfico de influência já que o pai do candidato tornou-se juiz titular da Vara Regional de Crimes Contra o Patrimônio Público da Capital, no âmbito do Tribunal de Justiça estadual, em 13 de outubro e em seis de novembro anulou uma operação de busca e apreensão do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em torno de possíveis irregularidades na contratação de uma rede de empreiteiras pela gestão Campos.
Quarenta dias depois da anulação, Campos – contrariando a equipe técnica da Procuradoria – nomeou o candidato fura-fila em edição extra do Diário Oficial na antevéspera do Natal.Casal que é destaque na política nacional tem fugido do assunto que envolve possível crime de responsabilidade do prefeito Foto: Rodolfo Loepert/Instagram
Leia a matéria que revelou o caso no dia 26 de dezembro passado: Filho de procuradora de contas do TCE fura fila de PcD e é nomeado por João Campos procurador judicial do Recife
Em paralelo, os registros de cidadãos criticando e, principalmente, questionando os políticos sobre a decisão do prefeito em nomear – nas vagas de PcD do concurso – o filho do juiz que anulou a Operação Barriga de Aluguel, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em torno de contratação de empreiteiras pela gestão Campos, se avolumam. A repercussão segue ecoando em plataformas como Instagram, Youtube e X.
Em paralelo, os registros de cidadãos criticando e, principalmente, questionando os políticos sobre a decisão do prefeito em nomear – nas vagas de PcD do concurso – o filho do juiz que anulou a Operação Barriga de Aluguel, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em torno de contratação de empreiteiras pela gestão Campos, se avolumam. A repercussão segue ecoando em plataformas como Instagram, Youtube e X.

Oito dias após a nomeação em edição extra do Diário Oficial do Recife, o prefeito recuou, tornando sem efeito a portaria anterior e nomeando o candidato que havia ficado em primeiro lugar. O candidato fura-fila, filho do juiz e de uma procuradora de contas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), não se inscreveu como PcD e apenas apresentou lado como portador de Transtorno do Espectro Autista (TEA) quase dois anos após a homologação do certame.
Conhecido pelo domínio das redes sociais, a partir de onde viralizou com a pintura do seu cabelo no Carnaval de 2024, João Campos optou pela estratégia de turbinar as postagens mesmo em meio às críticas: no período, foram 38 publicações no seu mais acessado perfil de rede social, na plataforma Instagram. Tabata Amaral fez 13, alguns em parceria com o prefeito e noivo.
Conhecido pelo domínio das redes sociais, a partir de onde viralizou com a pintura do seu cabelo no Carnaval de 2024, João Campos optou pela estratégia de turbinar as postagens mesmo em meio às críticas: no período, foram 38 publicações no seu mais acessado perfil de rede social, na plataforma Instagram. Tabata Amaral fez 13, alguns em parceria com o prefeito e noivo.



A estratégia, no entanto, tem se mostrado frágil. Enquanto João Campos faz ouvidos moucos, crescem os questionamentos a ele e a sua noiva, conhecida nacionalmente por discursos efusivos sobre ética e combate à impunidade na administração pública. Por ter visibilidade nacional, Tabata tem sido alvo de críticas pelo seu silêncio, que destoa da sua atuação em Brasília e em São Paulo.


IMPRENSA LOCAL – O plano de comunicação da crise de imagem do prefeito contou, até o momento, com um acerto: a blindagem da imprensa local, que está passando totalmente distante do assunto, como se proibido fosse. Embora já tenha participado de eventos públicos – não esquecendo ser papel da imprensa procurar os políticos e mandatários quando não se posicionam sobre algum tempo – em Pernambuco não questionar o prefeito tem sido quase uma regra nos grandes veículos. Se não fossem as redes sociais e a imprensa nacional, que tem feito registros sobre o caso, a população estaria completamente desavisada das manobras para beneficiar poderosos num concurso público, ferindo direito de pessoas com deficiência. (Blog Manoel Medeiros)


