
A concessão de novos pedidos do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, foi suspensa pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por quase seis meses. A decisão contribuiu para a fila de espera recorde, que alcançou os 3 milhões de requerimentos. Do BNews.
De acordo com a Folha, a interrupção das análises ocorreu para requerimentos feitos entre o fim de junho e meados de dezembro de 2025, devido a ajustes no cálculo da renda familiar — um critério importante na verificação do direito ao benefício e que foi alvo de mudanças legais no fim de 2024.
A medida levou ao represamento de 740 mil processos até novembro, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesta segunda-feira (13), o presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, foi demitido diante da insatisfação do governo com a gestão da fila.
No período da suspensão do BPC, os cidadãos até passavam por perícia médica ou avaliação social quando as etapas eram necessárias, mas ainda ficavam sem o benefício porque o sistema de concessão estava desligado. Enquanto isso, parte da despesa ficou represada, o que gerou uma desaceleração momentânea na alta desses gastos.
No entanto, não só os números ficaram subestimados, mas também a conta para o futuro ficou maior, com pagamento de atrasados (retroativos à data dos requerimentos) e correção monetária.
Segundo o INSS, o represamento gerou uma fatura de R$ 2,1 bilhões em atrasados e correção monetária em quatro meses, dos quais R$ 287,6 milhões foram pagos em dezembro de 2025 e R$ 1,84 bilhão foi quitado de janeiro a março de 2026.
O órgão, contudo, disse que "não participou da análise" do pedido para que os pagamentos fossem feitos até janeiro de 2026. De acordo com o INSS, a demanda foi encaminhada à Dataprev, "que definiu o prazo por ser a responsável pelas adaptações no sistema".
A Dataprev, por sua vez, disse que a implantação e o calendário do projeto foram acordados com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e o INSS. Nenhum dos órgãos consultados detalhou o cronograma nem justificou a duração dos ajustes.
De acordo com a Folha, a interrupção das análises ocorreu para requerimentos feitos entre o fim de junho e meados de dezembro de 2025, devido a ajustes no cálculo da renda familiar — um critério importante na verificação do direito ao benefício e que foi alvo de mudanças legais no fim de 2024.
A medida levou ao represamento de 740 mil processos até novembro, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesta segunda-feira (13), o presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, foi demitido diante da insatisfação do governo com a gestão da fila.
No período da suspensão do BPC, os cidadãos até passavam por perícia médica ou avaliação social quando as etapas eram necessárias, mas ainda ficavam sem o benefício porque o sistema de concessão estava desligado. Enquanto isso, parte da despesa ficou represada, o que gerou uma desaceleração momentânea na alta desses gastos.
No entanto, não só os números ficaram subestimados, mas também a conta para o futuro ficou maior, com pagamento de atrasados (retroativos à data dos requerimentos) e correção monetária.
Segundo o INSS, o represamento gerou uma fatura de R$ 2,1 bilhões em atrasados e correção monetária em quatro meses, dos quais R$ 287,6 milhões foram pagos em dezembro de 2025 e R$ 1,84 bilhão foi quitado de janeiro a março de 2026.
O órgão, contudo, disse que "não participou da análise" do pedido para que os pagamentos fossem feitos até janeiro de 2026. De acordo com o INSS, a demanda foi encaminhada à Dataprev, "que definiu o prazo por ser a responsável pelas adaptações no sistema".
A Dataprev, por sua vez, disse que a implantação e o calendário do projeto foram acordados com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e o INSS. Nenhum dos órgãos consultados detalhou o cronograma nem justificou a duração dos ajustes.


