Padre é acusado de estuprar coroinha de 13 anos na Paraíba

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Um padre que trabalhava na Paróquia de Dona Inês, no Agreste da Paraíba, a 160 km de João Pessoa, foi afastado das funções que exercia após suspeitas de que teria estuprado um coroinha de 13 anos. A Diocese de Guarabira, no Brejo, a 98 km da Capital, que engloba a área de atuação do religioso, emitiu uma nota nesta quarta-feira (27), formalizando o afastamento (confira no fim do texto). O suspeito, por sua vez, conforme informações da Polícia Civil, diz estar sendo vítima de uma conspiração.
Segundo o delegado Ricardo Sena, que está responsável pelas investigações, o crime estaria acontecendo desde 2015.
“O menino era coroinha em Dona Inês desde os oito ou nove anos. Ele e a família denunciaram os abusos ao Conselho Tutelar, que passou o caso para a Polícia Civil. Ele relatou atos libidinosos, inclusive com penetração”, disse Sena, acrescentando que, para cometer as ações, o padre se valeria da autoridade que possui diante da comunidade e da inocência do garoto, que é de família carente e costumava ganhar muitos presentes do religioso, como tablet e bicicleta.
O padre prestou depoimento à Polícia Civil nessa terça-feira (26) e negou envolvimento nas denúncias. “Ele disse que fez algumas mudanças no quadro de funcionários da Paróquia, que teriam ficado descontentes e começaram a conspirar contra ele”, contou o delegado.
A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal de Guarabira, onde fez os exames necessários para que os abusos possam ser comprovados. O laudo pericial ainda não foi divulgado. A Polícia Civil deve concluir o inquérito do caso até o dia 15 de maio.
“Caso de abuso sexual é muito complicado. Não podemos tirar conclusões precipitadas”, finalizou Ricardo Sena.
O padre seguirá afastado das funções na igreja, pelo menos enquanto durarem as investigações. Caso nada seja provado, ele deverá voltar ao trabalho normal.
Confira abaixo a nota oficial da Diocese de Guarabira:
A Diocese de Guarabira ao tomar conhecimento de que o Conselho Tutelar da cidade de Dona Inês (PB) e a Polícia Civil rebeberam denúncia de suposta prática de atos em desacordo com a lei, determinou a abertura de procedimento administrativo para apuração dos fatos e o imediato afastamento do referido padre das funções sacerdotais até o encerramento de todas as investigações.

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