Cresce total de clientes que geram sua energia, em PE

Em PE, crescimento foi de 85%. De 2015 para 2016, número anual de projetos subiu de 48 para 89
Depois de tantas altas na conta de luz nos últimos anos, gerar a própria energia tem sido a solução adotada cada vez mais por consumidores. Prova dis­so é que, em um ano, o número de conexões saiu de 1.148 para 5.040 ligações registradas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no País.
Solar panels on a tile roof
Em Pernam­buco, o crescimento foi de 85% entre 2015 e 2016, pulando de 48 projetos instalados para 89. Apesar de, em números absolutos, o resultado estadual ser tímido em comparação com o cenário nacional, nota-se que há interesse do mercado nessas mo­dalidades, motivado pela facilidade do crédito.
Especialista do setor elétrico, João Bosco de Almeida explicou que um dos fatores que impulsionam a geração própria é a linha de crédito da Agência de Fomento do Estado de Pernambuco (Agefepe). “A maior dificuldade era conseguir financiamento em função das exigências. Hoje, já se aceita a compra do sistema como garantia, isso, sem dúvida, ajudou”, destacou, acrescentando que o fator preço também tem facilitado. “Há três anos, o preço do quilowatt instalado era de R$ 7 mil e, hoje, mesmo com alta da inflação, permanece o mesmo”, disse.
Além disso, a geração pelos consumidores tornou-se possível a partir da Re­solução Normativa Aneel nº 482/2012, que estabelece as condições gerais para o acesso de micro e minigeração e cria o sistema de compensação. A resolução foi revista em 2015 e, na época, estimou-se que em 2024 mais de 1,2 milhão de consumidores vai passar a produzir sua própria energia, o equivalente a 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada.
Segundo o superintendente comercial da Celpe, Hélio Rafael, a aposta para isso é que haja uma melhora na economia. “Se isso acontecer, sem dúvida a procura deverá aumentar”, revelou. De 2012 para cá, 140 conexões foram efetivadas, sendo 98% para fonte solar. Alberto Galvão, diretor de planejamento da Agefepe, antecipou que a perspectiva é chegar a 1,8 milhão em financiamentos até o fim deste ano. Com prazo de dez anos para pagar e um ano de carência, a taxa de juros é de 11,18% ao ano.
Da Folha PE

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