Em PE, inadimplência cresce 4,1% em um ano, aponta pesquisa

A inadimplência do consumidor pernambucano subiu 4,1% em comparação ao ano passado. O dado foi repassado pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) nessa segunda-feira (03). Ainda de acordo com a pesquisa, a inadimplência também apresentou aumento no Recife: 3,5%, na comparação com 2015.
O indicador de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas. Para o economista Yan Cattani, o Nordeste vem apresentando um comportamento diferente em relação a outras regiões, como o Sudeste. A instabilidade da renda familiar e o alto índice de desemprego são apontados como os principais vilões para essa elevação da inadimplência.
“Percebemos uma vulnerabilidade maior do mercado. 2015 foi um ano difícil e 2016 começou com um patamar negativo. Quanto menor a renda, mais chance de aumentar essa porcentagem. Isso tudo acaba complicando o orçamento em casa”, ponta.
Tendo em vista o comparativo entre os meses de agosto de 2015 e deste ano, o crescimento da inadimplência do recifense é ainda mais gritante: 4,7%. O estado dePernambuco teve 5,6% de elevação.
Em contrapartida, o indicador de recuperação de crédito do consumidor apresenta uma melhora. Obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplência, ele assinalou um crescimento. Em Pernambuco, o acumulado do ano foi de 5,4%, quando no Recife foi de 4,4%. Comparando o mês de agosto, o estado teve um aumento no pagamento de dívidas de 4,6% e o Recife, de 2,8%.
“Pode parecer confuso, mas não. Isso evidencia que há dois perfis diferentes de consumidor no estado. Essa recuperação mostra uma parcela da população que está conseguindo se manter nessa crise, com trabalhos estáveis”, completa Yan Cattani. Ele diz que, em linhas gerais, a expectativa é de uma melhoria do mercado de trabalho em 2017.
“O setor de serviços está muito ruim, mas o esperado é que ele pare de cair até o fim do ano. O setor detém 60% das atividades agregadas, é um importante setor para a economia. Atualmente, temos 12 milhões de desempregados no país. O esperado é que esse número caia para, no mínimo, 11,5 milhões”, conclui. (G1)

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