Polícia Civil cria equipes para conter assaltos a bancos no Sertão de PE

No Sertão de Pernambuco tem sido frequentes os assaltos com o uso de explosivos a estabelecimentos bancários e carros forte. Por isso, a Polícia Civil do estado criou equipes especiais de reforço para as cidades do interior. O objetivo é tentar combater esse tipo de ações criminosas na região.
De acordo com dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, de janeiro a setembro deste ano, foram registrados cinco furtos a agências bancárias, quatro a mais do que no mesmo período do ano passado. Em 2015, houve apenas um furto e nenhum roubo a agências. Este ano já foram dois roubos registrados. O aumento também nos roubos a carros forte que passou de um, no ano passado, para dois este ano.
Em todo o estado, já foram registrados mais de 160 crimes a estabelecimentos bancários. Para tentar combater estes crimes, delegados de todo o estado participaram de uma reunião em Recife no início deste mês. “O desafio é a característica interestadual dessas quadrilhas. Muitas quadrilhas que vem atuando no estado são de fora do estado, vem de estados vizinhos, e, muitas vezes, até da região sul do país”, relatou o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Antônio Barros.
O delegado da Polícia Civil, Lamartine Fontes, revelou que o alvo dos criminosos são cidades pequenas. “As quadrilhas se valem da fragilidade de certas cidades pequenas, que muitas vezes contam apenas com um policial civil e dois policiais militares. Eles usam de força extrema, com armamento de grande porte, armamento utilizado, inclusive, usados em guerras. Eles se valem disso para poder infligir o medo a essas cidades”, explica.
Foram designadas para o Sertão pernambucano duas equipes especiais. “Uma equipe vai ficar baseada aqui em Petrolina a qual eu vou chefiar e a outra baseada em São José do Egito. São duas equipes que vão trabalhar unidas em conjunto. Nós vamos atuar, um ajudando o outro e tentar ao máximo elucidar esses casos e chegar as quadrilhas responsáveis por esses crimes”, explica Lamartine. (G1)

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