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Mundo reverso: Atriz da Globo se diz inconformada por "filha" gostar de brincar com “coisas de menina”

Tais Araújo está inconformada com predileções de sua filha.
Quando estreou a novela Xica da Silva, em 1996, na extinta TV Manchete, Taís Araújo tinha só 17 anos. Alçada à fama quase instantaneamente, ela aparecia nua na tela, como uma escrava que se deu bem na vida por ter relações sexuais com o patrão branco. Na época, a atriz não falava sobre empoderamento, objetificação e feminismo. Tempos depois, ele teria sua imagem reproduzida em uma boneca e achava tudo normal.
Contudo, o desabafo da atriz, feito na semana passada nas redes sociais surpreendeu a muitos pela maneira incisiva como criticou a própria filha. Ao tentar falar sobre a educação de filhos, Tais Araújo escreveu um longo texto onde reclama da predileção que sua filha mais nova, Maria Antônia, tem por bonecas e princesas.
A menina de apenas dois anos, segundo a mãe, não ganhou brinquedos quando nasceu, pois “a casa já estava cheia de brinquedos [dos irmãos] e ela não precisava de nada além daqueles”.
Mesmo assim, Maria Antônia desenvolveu um gosto natural por bonecas e brinquedos tradicionalmente ligados a meninas. “Confesso que, cada vez que vejo esse movimento todo dela, me arrepio da cabeça aos pés. Parece piada que minha filha aja de maneira tão contrária a tudo que eu acredito; mais ainda, de maneira contrária a tudo que prego no meu dia a dia, a tudo que acredito que seja uma construção social das mais cruéis que segregam meninas e traçam pra elas um único e fatídico destino, a tudo que fuja do roteiro traçado por essa construção que seja carregado de culpa e julgamentos!”, disparou Taís, no texto que viralizou nas redes, sendo divulgado e debatido por órgãos de mídia.
O fato de a filha gostar de bonecas, de princesas e da cor rosa incomoda a atriz, que se disse inconformada “E a predileção por saias e saias que rodem? E a paixão por panelinhas e fogão? E o ferro e a tábua de passar, minha gente?!”, questionou na postagem.
Ainda que tente parecer compreensiva, dizendo que procura respeitar a filha, afirmou que irá “continuar dando opções para que ela sempre saiba que pode sim ser o que quiser: astronauta, bailarina, bombeira, princesa, médica, fada, engenheira, cozinheira, professora, princesa, passadeira”. O objetivo, explica a global, é que a menina possa “conquistar a liberdade de ser o que ela quiser”.
Aparentemente, Maria Antônia pode ser o que quiser, menos uma menina que gosta de brincar de boneca.
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