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O orégano pode ser uma boa alternativa para amenizar os sintomas do Covid-19 e para combater a infecção.

Por Keviny Coelho
Para ter consequências mais graves, o vírus Sars-Cov-2 (coronavirus) precisa percorrer um longo caminho até chegar ao pulmão. É na menor parte dos casos que o coronavírus avança e chega às vias aéreas inferiores: traqueia, brônquios (onde ele pode causar inflamação) e alvéolos. Os alvéolos são pequenas estruturas que compõem o pulmão, e funcionam levando o oxigênio à corrente sanguínea. Até que o vírus chegue a essa parte, ele pode ser detido pelo sistema imunológico.
O coronavírus desperta um processo inflamatório que pode se estender pelas vias aéreas. Quando o vírus chega e se alastra nos pulmões, causa uma pneumonia. Na ânsia para se livrar do agente infeccioso, o corpo reage produzindo mais fluidos e substâncias inflamatórias.
O orégano, nome científico Origanum vulgare , é fonte de várias vitaminas como A, C, K e vitaminas do complexo B; minerais como o zinco, ferro, magnésio, cálcio, potássio, manganês e cobre, minerais responsáveis pela saúde, por exemplo, dos dentes e do coração. Ele ainda é fonte de ômega 3, essencial para o bom funcionamento do organismo. Além disso, essa planta tem propriedades antioxidantes que ajudam a combater doenças degenerativas como Alzheimer. Ele também possui propriedades antibacterianas, anti-inflamatórias e diuréticas. Outros benefício do orégano é auxiliar na digestão, diminuir dores musculares e ajudar a minimizar os ataques de asma e outros problemas respiratórios. Para exploração de todos seus benefícios, deve-se usá-lo na forma in natura ou óleo.
O orégano é rico em carvacrol e timol, dois antioxidantes que podem ajudar a prevenir danos às células causados ​​pelos radicais livres. Os antioxidantes presentes no orégano ajudam a limpar o trato respiratório e os tubos branquiais, o que facilita a respiração. Essas substâncias também foram associados a propriedades antivirais.
Em um estudo de tubo de ensaio, o carvacrol inativou o norovírus, uma infecção viral que causa diarreia, náusea e dor de estômago, dentro de uma hora do tratamento.
Outro estudo em tubo de ensaio descobriu que o timol e o carvacrol inativaram 90% do vírus do herpes simplex em apenas uma hora.
Estudos mostram que o carvacrol e o timol presentes no óleo de orégano por terem suas propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias, ajudam no descongestionamento da via respiratória e aliviar os bloqueios sinusais. E como sabemos, o coronavirus causa inflamação nos pulmões, devido à presença dos virus. O carcravol e o timol, podem ajudar na desinflamação do sistema respiratório, na desintoxicação, e no combate imunológico ao vírus.
Influência de alguns nutrientes do orégano sobre o sistema imunológico:
Vitamina A: em relação ao sistema imunológico, a vitamina A
modula a resposta de células fagocitárias, estimulando a
fagocitose, a ativação da citotoxicidade mediada por células e o aumento na resposta de timócitos a mitógenos específicos, aparentemente por aumentar a expressão de
receptores de IL-2 em suas células precursoras.
O ácido retinoico proporciona liberação seletiva de IL-1
por monócitos do sangue periférico de seres humanos.
Adicionalmente, aumenta a porcentagem de células linfóides que expressam marcadores de superfície de linfócitos T auxiliares, enquanto o β-caroteno aumenta a percentagem de células linfóides com expressão de marcadores de células NK, o que sugere uma atuação diferenciada dos vários retinóides na imunidade celular específica.
A deficiência de vitamina A está associada à redução da atividade de células NK e a habilidade de células esplênicas em produzir interferon após o estímulo de mitógenos. Adicionalmente, essa deficiência associa-se a redução da produção de anticorpos contra polissacarídeos bacterianos e antígenos protéicos em estudos experimentais e à piora do controle da infecção por micobacteriose e esquistossomose em seres humanos.
Estudos recentes têm implicado o ácido retinóico (AR) em funções importantes dos linfócitos T, principalmente na mucosa intestinal.
Vitaminas do complexo B: o complexo B (B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12) é essencial para o equilíbrio saudável dos sistemas imune e nervoso (produção de neurotransmissores).
Vitamina C: aumenta a produção de glóbulos brancos, células que fazem parte do sistema imunológico e que tem a função de combater micro-organismo e estruturas estranhas ao corpo.
O nutriente também aumenta os níveis de anticorpos no organismo. Assim, o nutriente ajuda a fortalecer o sistema imunológico, deixando nosso corpo menos suscetível a doenças.
Ferro: vários estudos têm
associado a deficiência de ferro a defeitos tanto na resposta adaptativa quanto na resposta inata do indivíduo.
Magnésio: tem uma contribuição importante na produção de glóbulos brancos, que são as células de defesa do organismo.
Ele também atua no processo de combate às infecções, facilitando a decomposição dos micro-organismos identificados como invasores pelo sistema imunológico.
Ômega 3 e ômega 6: o ômega 3 e o ômega 6, são ácidos graxos (AG) que atenuam vários componentes da resposta
imunológica, em particular aqueles que envolvem diretamente os linfócitos.
A ingestão de AGMI ácido graxo monoinsaturado) ou diferentes tipos de AGPI (ácido graxo poli-
-insaturado) do pode modular a
composição de AG da membrana fosfolipídica de células imunológicas, bem
como de seus tecidos-alvo. Fosfolipases são ativadas durante resposta ao
trauma ou infecção consequentemente, prostaglandinas (PG), leucotrienos (LT)
e outros mediadores lipídicos são produzidos. A ingestão de diferentes AG
pode resultar em perfis distintos de PG, LT e outros mediadores lipídicos
podem ser formados. A natureza desses mediadores pode determinar a
intensidade da resposta inflamatória.
Zinco: o principal papel do zinco no organismo acontece no sistema imunológico. O zinco é importante tanto para a síntese de células imunológicas como em sua ação de defesa contra vírus, bactérias e fungos. No sistema imunológico o zinco desempenha papel fundamental, pelo fato de as células do sistema imune apresentarem altas taxas de proliferação, e este mineral estar envolvido na tradução, transporte e replicação do DNA. O zinco pode, ainda, afetar o processo de fagocitose dos macrófagos e neutrófilos, interferir na lise celular mediada por células natural killer e ação citolítica das células T. A influência direta do zinco no sistema imune acontece devido a este elemento estimular a atividade de enzimas envolvidas no processo de mitose, como a DNA e a RNA polimerase, timidina quinase, desoxiribonucleotidol terminal transferase e ornitina descarboxilase. A deficiência de zinco está relacionada com a atrofia do timo, assim como de outros órgãos linfóides e a linfocitopenia em animais e humanos.
De acordo com a OMS, a população brasileira tem um consumo moderado de zinco, mas não o ideal, ficando abaixo de países como Uruguai, Chile e Venezuela.
Keviny Coelho é graduando em Biomedicina e em Gestão Hospitalar.