Fim do carro popular: por que montadoras estão matando opções mais baratas


Devido a fatores como alta no dólar e no custo de matérias-primas, associados à escassez de componentes que tem paralisado fábricas ao redor do mundo, 2021 registrou uma disparada nunca vista nos preços de veículos novos e usados. Especificamente no Brasil, opções zero-quilômetro mais em conta facilmente superam a faixa de R$ 70 mil, dependendo do modelo pretendido.
O aumento expressivo no custo para aquisição de automóveis, especialmente aqueles recém saídos da linha de produção, faz a expressão carro popular perder todo o sentido – uma vez que os valores cobrados estão muito longe das condições financeiras da maioria dos brasileiros. Ao mesmo tempo, nos últimos meses, versões de entrada, em tese mais acessíveis ao consumidor, deixaram de ser oferecidas em nosso País.
Neste início de 2022, a Fiat tirou de linha a configuração Easy do Mobi, a mais simples do subcompacto e um dos veículos mais em conta do mercado. Com preço sugerido de R$ 57.890, ela já não era barata e seu adeus fez com que o hatch parta agora de R$ 59.190. Além disso, a Chevrolet acaba de descontinuar os modelos Joy e Joy Plus, que seguiam à venda como alternativas mais baratas e menos modernas à nova geração do campeão de vendas Onix.
A dupla seguirá em produção na unidade de São Caetano do Sul (SP), contudo somente para abastecer outros mercados.

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