
A prefeitura do Recife optou por não receber um dos veículos destinados às políticas públicas para mulheres ofertados pelo Governo de Pernambuco na cerimônia desta quarta-feira (10), no Palácio do Campo das Princesas. A ação faz parte da maior expansão da rede municipal de enfrentamento à violência de gênero na história do Estado, com investimento superior a 16 milhões de reais voltados ao fortalecimento dos Organismos Municipais de Políticas para as Mulheres.
No mesmo evento, a prefeitura de Tacaimbó também deixou de receber o veículo. A recusa chama ainda mais atenção diante do cenário de violência contra mulheres em Pernambuco. Até novembro de 2025, foram registrados 82 feminicídios, número que ultrapassa o total de 2024 e representa uma mulher assassinada a cada quatro dias. As denúncias de violência doméstica também cresceram, com aumento expressivo nas chamadas ao Ligue 180.
Enquanto isso, a governadora Raquel Lyra tem reforçado a importância da interiorização das políticas para mulheres e ampliado a estrutura de enfrentamento em todas as regiões do Estado. Além dos veículos, o orçamento da Secretaria da Mulher cresceu de 22,6 milhões em 2023 para 85 milhões em 2025, consolidando uma política de fortalecimento institucional.
A recusa do Recife, administrado por João Campos, pré-candidato ao governo em 2026, ganha peso político e eleitoral. Em um momento de dados tão graves, deixar de integrar uma ação considerada essencial pode ser interpretado como falta de prioridade. A iniciativa estadual reforça o discurso de compromisso com a pauta e expõe um contraste que tende a reverberar no debate público.
A política é feita de escolhas e presenças. Em um estado onde a violência contra mulheres segue alarmante, participar de ações concretas pode valer tanto quanto anunciar programas. Neste caso, a ausência fala alto. Miva Filho / Secom - Via Bastidor PE
No mesmo evento, a prefeitura de Tacaimbó também deixou de receber o veículo. A recusa chama ainda mais atenção diante do cenário de violência contra mulheres em Pernambuco. Até novembro de 2025, foram registrados 82 feminicídios, número que ultrapassa o total de 2024 e representa uma mulher assassinada a cada quatro dias. As denúncias de violência doméstica também cresceram, com aumento expressivo nas chamadas ao Ligue 180.
Enquanto isso, a governadora Raquel Lyra tem reforçado a importância da interiorização das políticas para mulheres e ampliado a estrutura de enfrentamento em todas as regiões do Estado. Além dos veículos, o orçamento da Secretaria da Mulher cresceu de 22,6 milhões em 2023 para 85 milhões em 2025, consolidando uma política de fortalecimento institucional.
A recusa do Recife, administrado por João Campos, pré-candidato ao governo em 2026, ganha peso político e eleitoral. Em um momento de dados tão graves, deixar de integrar uma ação considerada essencial pode ser interpretado como falta de prioridade. A iniciativa estadual reforça o discurso de compromisso com a pauta e expõe um contraste que tende a reverberar no debate público.
A política é feita de escolhas e presenças. Em um estado onde a violência contra mulheres segue alarmante, participar de ações concretas pode valer tanto quanto anunciar programas. Neste caso, a ausência fala alto. Miva Filho / Secom - Via Bastidor PE


